A Puppy sempre será lembrada como membro da família. Mesmo não estando mais entre nós ela estará para sempre em nossos corações.
Ela foi comprada no início da gravidez da Ellen, quando eu ainda vivia um conflito: precisava me recuperar emocionalmente da perda da Amanda e conseguir viver plenamente a gestação da Ellen.
Por diversas vezes, estávamos eu e a Puppy em casa e eu a abraçava dizendo tudo aquilo que eu sentia naquele momento. Era como se ela me entendesse porque ela respondia com o seu olhar puro e sincero e aquilo fazia com que eu me sentisse melhor. Ela me deu a atenção que eu não tive de pessoas que eu esperava ter, pessoas da minha família...
Sonhamos muito em apresentá-la para a Ellen e em sermos felizes como uma família.
Para a Puppy e por ela fazíamos de tudo. Ela foi tratada até hoje como um bebê. Investimos muito, financeiramente falando, no bem estar dela também.
Ela ficava o tempo todo dentro de casa no início; depois, precisamos deixá-la dormindo no quintal porque ela acordava com toda energia do mundo para brincar e não conseguíamos dormir...rss
Embora ela fizesse coisas erradas, nada incomodava porque ela era o centro das atenções, a ela depositávamos todo o amor que queríamos dar para um filho que ainda não tínhamos, mas já estava para chegar. Lutamos muito para ensiná-la a fazer xixi fora de casa e no tapete higiênico e custou para ela aprender, vibrávamos ao vê-la fazendo gracinha, tudo era mágico, até mesmo pequenos passeios com ela.
No entanto, desde que a Ellen chegou, ela passou a sofrer muito, fazia de tudo para chamar a atenção com seus brinquedinhos e, com certeza, percebeu algo estranho no meio de nós. Estranhava cada chorinho da Ellen e toda aquela movimentação para cuidar dela e dar toda atenção a ela.
As pessoas chegavam e não mais brincavam tanto com a Puppy como antes e era notório o seu sentimento de desprezo.
Percebendo que havia saído de cena, passou a fazer coisas erradas para, pelo menos, levar bronca e isso ela conseguia....rss
Passou a ser difícil até mesmo sentar no sofá com a Ellen porque ela chegou, inclusive, a pular na barriguinha dela.
Devido aos ciúmes que ela demonstrou, à higiene necessária que um bebê precisa no ambiente em que vive, decidimos isolar a Puppy no quintal até que a Ellen crescesse, mas essa situação não foi aceita por ela, como já era esperado. Ela estava sofrendo muito, chorava cada vez que fazíamos carinho nela e virávamos as costas e isso nos fazia sofrer também.
Com a chegada da Ellen, passamos a tê-la como prioridade e a rever também os nossos custos. Os gastos que tínhamos com a Puppy passaram a pesar no orçamento, porque ela nunca foi criada como um cachorro qualquer.
Por todos esses motivos, ela teve que nos deixar, mas foi morar com alguém que dará a ela todo o carinho que ela merece e conseguirá dar continuidade a todos os cuidados que ela teve até hoje.
Não queríamos apenas lhe dar ração e água, ou seja, o básico, mas sim tudo aquilo que um cachorro como ela merece ter, principalmente muito amor.
Estamos com o coração apertado por não tê-la mais conosco, mas tranquilos por termos feito tudo para o bem dela.